DIVÓRCIO – O QUE PODE SER BOM PARA OS PAIS, NEM SEMPRE É BOM PARA OS FILHOS

Cada vez mais se tornam manchetes de jornais separações de casais famosos tidos como parâmetros de uma bela vida a dois, fato este que também tem se tornado mais comum no nosso cotidiano. Afinal, quase todos os dias se tem notícia de um vizinho, amigo ou alguém da família que se separou.

Filhos.
Além da complexidade de aspectos que podem envolver uma separação, esta pode ser ainda mais complicada quando os casais possuem filhos. De modo geral os divórcios de casais com filhos tendem a ser mais difíceis, especialmente se os filhos são menores e necessitam de pensão alimentícia. Sem falar nos problemas com guarda e horários de convivência.

Acordo ou sentença.
O divórcio depende de um acordo dos pais ou de decisão do juiz sobre as condições de criação dos filhos menores, da permanência periódica com os pais separados, pois não bastam as visitas de fins de semana. Também se decide o valor e a forma de pagamento da pensão alimentícia.

Formas de guarda.
A guarda pode ser unilateral, caso em que caberá a um dos pais, ou compartilhada, por ambos os pais, na qual há um sistema de conveniência equitativa, que não se confunde com a guarda alternada, hipótese em que há divisão igualitária do tempo com a criança ou adolescente, nem sempre possível nem aconselhável.
Para a escolha do modo em que se dará a guarda deve-se levar em conta uma série de fatores, dentre as quais a idade dos menores, uma vez que na primeira infância, por exemplo, é mais difícil o sistema da guarda compartilhada e também a estipulação de visitas externas.

Adolescentes.
Embora seja estipular o regime de convivência na primeira infância, é na fase da adolescência que surgem as maiores dificuldades no modo que os menores lidam com a separação ou o divórcio dos pais. Em muitos casos, os filhos não aceitam o distanciamento de um dos pais e são influenciados negativamente pelo sentimento de frustração diante da ‘ruína’ da vida familiar, principalmente se o divórcio é litigioso e há muitas brigas do casal.

Compreensão e diálogo.
É muito importante que haja compreensão por parte dos pais diante da disputa da guarda dos filhos para evitar que o clima fique pesado ou até mesmo insuportável, o que torna necessária não apenas uma boa orientação juridica, como também um bom suporte psicológico e terapêutico.

Busca do consenso.

Felizmente há muitos casais que lidam bem com essas situações e conseguem se ajustar para que o processo seja consensual, o que torna o caminho menos doloroso para todos os envolvidos no momento da separação familiar.
Uma dica fundamental para quem está passando por esse momento de crise familiar é a busca do entendimento, para que seja colocado em primeiro plano sempre os superiores interesses dos filhos.

Para que brigar?
A disputa judicial deve ser a última opção, sendo imprescindível ao advogado responsável pelo processo de divórcio orientar sobre a melhor forma de acordo. Ao juiz também cabe tentar primeiro a conciliação e mediação entre as partes, pela busca de um resultado amigável que não afete negativamente a família desconstituída.
Apesar de não haver regra na hora de se analisar os erros cometidos pelos casais que decidiram se separar e que podem impactar na família, alguns comportamentos que causam este impacto negativo resultam de má conduta de um dos pais (violência, traição, falta de atenção) e da imaturidade de muitos casais que não estavam preparados para uma união duradoura e feliz.

Cuidados. E busque a felicidade
Por fim, algumas dicas são válidas na hora de amenizar os efeitos da separação tanto para o casal como para os filhos, dentre as quais: a escolha de um bom profissional para assistir a ambos, apoio na família e em profissionais especializados (psicólogos, terapeutas) e a orientação e o preparo dos filhos, com carinho, compreensão e constante atenção no seu desenvolvimento feliz dentro da nova ordem familiar.

Marcela Costa – outubro de 2016a-relacao-com-os-filhos-depois-da-separacao-111

 

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